Dos Anjos vai a exame popular na Catumbela neste sábado

Prossegue neste sábado, 03, a série de sessões de auscultação à população do governador de Benguela, Isaac dos Anjos. O município da Catumbela é o escolhido, depois do último fim de semana ter cumprido agenda semelhante na cidade do Lobito. Na Catumbela o encontro terá como palco o largo 1º de Maio.

Os contactos com as populações, denominados “meeting com o governador”, foram iniciados há cerca de dois meses no município de Benguela, com objetivo de auscultar e congregar diferenças e vontades, tendo acima de tudo no horizonte a efetivação de uma governação mais participativa e abrangente.

Fontes familiarizadas ao projeto, asseguram que os “meetings” são igualmente uma resposta ao desafio lançado em 2016 pelo Presidente da República para governação ser feita com o povo.  Esse propósito associa-se o período eleitoral que se vive no país. Dai que Isaac dos Anjos que é também 1º Secretário do Comité Provincial do MPLA continua a avançar no terreno em ações de pré-campanha para as eleições gerais convocadas para 23 de Agosto. Uma pré-campanha que está a ser marcada pela auscultação das populações, com vista a congregar ideias, unir as diferenças, para fazer de Benguela uma terra onde dê gosto de viver.

Esses encontros acontecem num período em que o MPLA em Benguela busca reerguer-se da tempestade de um vendaval que alguns analistas calculavam maiores estragos na unidade de um conflito que se previa crescente e duradouro.

Com a lição bem estudada, Dos Anjos tem vindo a posicionar-se como um congregador de vontades, buscando um estilo de relação mais adequado ao momento, mas sem perder de vista a essência da sua personalidade.

Dentro dos “camaradas” cresce igualmente o desejo de unidade. Muitos olham para o pleito do dia 23 de agosto, com a oportunidade impar de afundar o passivo e fortalecer o MPLA na província.

Se não conseguirmos congregar as diversas vontades, se não conseguirmos congregar a volta de uma mesa, gente do partido ou sem partido, para realmente discutirmos a Benguela que nós queremos, estou convencido que jamais poderemos sair desta situação em que nós nos encontramos”, precisou um dos militantes do MPLA ao Pérola das Acácias.

No encontro deste sábado, o governador deverá encontrar uma Catumbela com uma realidade semelhante à dos demais municípios. Os problemas vão desde falta de luz elétrica, debilidade no saneamento básico, vias publicas degradas, passando pela falta de emprego. De resto, são alguns dos problemas que deverão preencher o caderno de reclamações a ser apresentado pelos próprios habitantes na primeira pessoa ao governador provincial. Avizinha-se um dialogo produtivo. As populações têm uma soberana oportunidade de debater com a figura mais importante da província.

As autoridades do município da Catumbela anunciaram a imprensa que o meeting do governador com as populações será antecedido de visitas a empreendimentos de interesse económico implantados no Polo Industrial da Catumbela. Dá agenda divulgada à imprensa consta igualmente algumas inaugurações.

Esta visita coincide com as festas da comuna da Catumbela que a 5 de junho celebra mais um aniversário de ascensão a vila. São 112 anos de existência

Para saudar o aniversário da vila prevê, entre outras actividades, uma feira de artes e produtos agrícolas, feira de cerveja, visitas às empresas DT – Agro, Tuga, Colégio Multiforma, quadrangular de Basquetebol, um culto de acção de graças na igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo no Mundo (Tocoísta) do bairro da Cambuta, noite cultural, além de romagem ao Cemitério e acto de massas na data da efeméride, bem como teatro e música folclore.

A vila da Catumbela é uma comuna e sede do município da Catumbela, na província de Benguela. O termo Catumbela é originário do nome de uma antiga entidade tradicional, no caso o soba Quitumbela.

É uma localidade que fica à margem direita do rio Catumbela e que distancia-se do Lobito a 12 quilómetros. É conhecida pela sua tradição agrícola que desde os tempos passados até mesmo nos dias de hoje tem sido fonte de abundância alimentar, servindo não só na mesma localidade, mas também nas cidades de Benguela e Lobito.

Antes da fundação existiam povos nesta localidade que dedicavam-se à agricultura, relativamente ao cultivo do milho, feijão, abóbora, batata-doce, cana sacarina e outros produtos agrícolas e à criação de gado.

Em 1846 foi construída a Fortaleza da Catumbela (Reduto de São Pedro), que hoje é um monumento histórico. Entre os anos 1856 e 1864, começaram a surgir as primeiras fazendas, como São Pedro, Fazenda Maravilha do Cassequel, Fazenda do Lembeti e ambas exerciam actividades relacionadas ao cultivo do algodão e mais tarde cana sacarina para o fabrico de aguardente.

Em 1883  iniciou-se a construção da estrada que liga Benguela e Catumbela, cuja actividade foi concluída em 1889, ano em que construiu-se o actual cemitério, por José Lourenço Ferreira.

A primeira ponte sobre o rio Catumbela tinha o nome de Gomes Coelho, que inaugurou-se em 16 de Outubro de 1887, mas que anos depois destruiu por si devido a corrosão. Mais tarde começou-se a construção de uma nova e 2ª ponte em estrutura metálica, nomeiado D. Luís Filipe, inaugurada em 21 de Março de 1905 por António Ramada.

Em de Junho de 1905, a Catumbela foi elevada à categoria de vila, e foi no mesmo ano em que fundou-se várias associações e órgãos de administração pública.

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