Benguela enfrenta rotura de stock de sangue

O Banco de Sangue do Hospital Geral de Benguela enfrenta uma rutura de stocks, num momento em que se assinala hoje, quarta-feira, o Dia Mundial do Dador de Sangue, disse a responsável adjunta do banco, Isabel Joaquim.

A técnica especialista, que falava à Angop a propósito da efeméride, referiu que o banco tem registos de 1.300 a 1.400 transfusões/mês, cujo produto é maioritariamente proveniente de doações familiares.

Segundo a responsável, 10 a 15 bolsas/mês são provenientes de voluntários que têm estado a contribuir com o seu espírito para a defesa da vida, acrescido de algumas campanhas de sensibilização que têm mobilizado 30 a 40 dadores por mês.

Acrescentou que o banco tem capacidade de conservar 200 bolsas de sangue, cuja cifra nunca foi atingida, por inexistência de dadores voluntários.

Ainda assim, enalteceu o papel das igrejas, nomeadamente adventista, que considerou habitual nesse processo, a Carisma, a Católica, organizada em paróquias, Josefat, Igreja do Reino de Deus, e a Pentecostes, pelo seu contributo nas acções de sensibilização dos fiéis por uma causa tão nobre como é a doação de sangue.

Apontou os acidentes de viação, os casos de paludismos, hemorragias pré e pós-parto e anemias agudas como as causas que mais implicam a necessidade de transfusões de sangue.

Isabel Joaquim frisou que apesar da escassez de sangue, não há conhecimento de qualquer paciente que tenha morrido por falta de sangue, tendo em conta a colaboração existente entre as diversas unidades hospitalares, mormente o geral e o municipal de Benguela e as congéneres de Catumbela e Lobito, que trocam bolsas de sangue, em função das necessidades de emergência de cada unidade.

Para especialista, o factor RH (-) é mais procurado, por ser de difícil doação, porém um esforço sincronizado tem sido feito com que as barreiras sejam ultrapassadas com a colaboração institucional entre as várias unidades públicas.

A responsável nota a ausência de alguma organização que se ocupe da mobilização ou organização de dadores voluntários na cidade, mas saudou os poucos que ainda colaboram com o banco do hospital geral, apelando a redobrarem esse sentimento e incentivar outros a aderirem a mesma causa.

“O sangue é um produto humano e não se pode adquirir numa farmácia como qualquer outro medicamento”, referiu.

 O Dia dia Mundial do Dador é celebrado a 14 de Junho, tendo como objectivo aumentar a consciência sobre a necessidade de componentes sanguíneos seguros e agradecer a todos os dadores as suas dádivas voluntárias e benévolas, assim como reconhecer a sua importância e o seu contributo em salvar vidas e em melhorar a saúde e qualidade de vida de muitos doentes.

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