1º de Agosto paga jornalista em troca de favores

A informação ficou patente aquando da conferência de imprensa do Petro de Luanda, que visou balancear a primeira volta do Gira-bola e o campeonato nacional de Basquetebol, BIC-Basket, bem como as outras competições em que os tricolores estiveram engajados na época 2017.

O Primeiro de Agosto, Club Central das Forças Armadas Angolanas, está a ser alvo de conjecturas de organizar, na sua estrutura directiva, um «time» ligado ao departamento de Comunicação e «marketing» encarregue de fazer opinião favorável ao club, com recurso a alguns jornalistas, entre relatores, repórteres e analistas, nos diferentes órgãos de comunicação social sedeados em Luanda, fundamentalmente. Para tal, refere-se, os referidos manuseadores de imprensa recebem, em troca, dádivas diversas.

Fonte bem posicionada relata que a ofensiva da equipa do rio seco não termina ali, pois, acrescenta, implica proferir, de igual forma, comentários, nos respectivos «mídea», que fragilizem o desempenho do seu principal rival no desporto nacional, o Petro de Luanda, mormente, análises pejorativas e atribuição das vitórias da equipa do eixo-viário aos árbitros.
O plano, segundo a fonte, teve o seu apogeu a partir do momento em que os petrolíferos passaram a enfrentar dificuldades financeiras, começando, desta feita, a perder os melhores atletas para o rio seco.

Os golpes, prossegue a fonte, seriam desde a cobiça e recepção dos principais atletas de basquetebol e andebol ávidos de ganhar um salário que o Petro não estaria em condições de oferecer bem como às análises enfraquecedora dos jornalistas.

O facto de que há, em Angola, jornalistas contratados para se debruçarem, sempre, a desabono da equipa patrocinada pela petrolífera angolana, SONANGOL, ficou patente nos pronunciamentos do Presidente daquela equipa, Tomás Faria, em conferência de imprensa recente. Faria pediu aos jornalistas isenção nas análises que fazem.

“Pedimos aos comentadores e jornalistas, em geral, que façam o seu trabalho com isenção. Nós não temos o hábito de pagar comentadores para sermos favorecidos mas também não aceitamos que os mesmos só comentam os jogos em que, alegadamente, fomos beneficiados. Falaram do jogo Desportivo da Huila Petro, Santa Rita Petro e Inter Petro, mas nunca falaram dos jogos em que fomos, grosseiramente prejudicados” lamentou Tomás Farias.

As declarações indiciaram para os entendedores da matéria a existência de clubes que pagam jornalistas para o referido favorecimento.

A fonte que temos vindo a chamar faz saber que a desconfiança das aludidas dádivas dadas pelos militares aos jornalistas têm profissionais bem localizados.

Avança ainda que, à boca pequena fala-se em certos programas analíticos, como são os casos do Terceiro Tempo, da Rádio Cinco, Domingo Desporto, da TPA1, do Prolongamento, da TV Zimbo e outros de menor alcance.
Esforços encetados para contactar a área de comunicação e imagem dos militares caíram em saco roto.

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