Funcionários  da secreta angolana arrastados  a  frustração 

O Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) observa uma crise de gestão interna assinalada por contestação respeitante ao incumprimento dos processos da carreira dos seus quadros. Em, fóruns, apropriados altos funcionários da instituição fazem transparecer a ideia de que o actual cenário deve-se em parte a letargia do estilo de liderança, do seu diretor-geral, comissário Eduardo Filomeno Bárber Leiro Octávio.

Fonte: Club-k.net

Desde algum tempo, o Presidente da República aprovou o reajuste dos salários dos funcionários, o que na pratica não se tem cumprido. Ao contrario, segundo advogam, a actual direção do SINSE tem levado os trabalhadores para um quadro de frustração, com o registro de praticas que contrariam as orientações do gabinete presidencial.

Informações devidamente apuradas, atestam a existência de quadros técnicos superiores que há mais de 10 anos não veem as suas carreiras actualizadas e a auferirem salários de conforme o seu estatuto profissional. A frustração dos quadros tem se avolumado porque ao passarem para o processo de avaliação por parte de um chefe de sessão, os processos são depois chumbados pelos diretores das respectivas áreas que por sua vez sugerem aos interessados a concorrer ao concurso público.
De acordo com leituras pertinentes, a frustração interna tem se alastrado com o registro de praticas de nepotismo e outras políticas de favoritismo por parte de alguns diretores. Os familiares destes segundo constam, ao serem admitidos passam logo a auferir um salário de 400 mil kwanzas, o que corresponde a um técnico superior de carreira. Os favorecidos, são muita das vezes acomodados sem que lhes ser exigido a frequência do curso de Contra- Inteligência, no centro de formação do morro Bento.

O quadro de incumprimento das carreiras dos funcionários, esta a provocar com que algumas funcionarias acabem por fazer filhos com os seus superiores como forma de verem-se privilegiadas. O caso mais visível, aconteceu com um diretor que se acasalou com a sua secretaria acabando por ser desterrado como delegado provincial no sul do país.

Para além do diretor pelo Eduardo Octavio, a estrutura máxima do SINSE é auxiliada por dois diretores gerais adjunto, o tenente-general na reforma Fernando Eduardo Manuel para área operacional e o economista José Coimbra Baptista Júnior “Coy” para as questões administrativa.

Numa avaliação avulsa, o DG Eduardo Octavio é visto como um quadro integro porém vai a seu desfavor a ausência de ação que se requer para um chefe da Inteligência, não obstante a sua faceta “comunista”

Desde que o MPLA, iniciou a campanha eleitoral, o diretor-geral tem abandonado o seu posto de trabalho para se dedicar pessoalmente na campanha acompanhando o candidato João Lourenço, nas viagens ao interior do país tal como aconteceu na última deslocação a cidade do Sumbe, efectuada de 17 a 18 de Junho. Entre diretores da instituição recaem reparos sugerindo a desnecessidade do diretor geral do SINSE, de acompanhar pessoalmente estas atividades, tarefas que consideram ser para um chefe de departamento ou técnico operativo da chamada área de eventos.

Fernando Eduardo Manuel, veterano desde o tempo do extinto MINSE, é também visto como um quadro descontextualizado ou ultrapassado pelo tempo. Internamente acusam-no de “estragar” a área operativa do SINSE. A impopularidade que goza é em função dos excessos e extravagancia como se apresenta e que se estende a área dos seus negócios pessoais (detentor de uma fazenda no Kwanza Sul, empresa de segurança e construção).

Dentro da sua área tem reputação de ser o diretor que mais recusa pedidos de superação que os quadros lhe submetem. Quando surgem formadores de fora, recusa-se a submeter as aulas. Prefere participar em formação de capitação em países Cuba ou Rússia do que submeter-se a superação de especialistas que se deslocam a Angola idos de Portugal ou Israel.

Com a saída do antigo DG, comissário-chefe Sebastião José Martins “SB”, e a subsequente elevação de Eduardo Octavio, era suposto que José Coimbra Baptista Júnior “Coy” ficasse de facto, com a área administrativa. De acordo com informações, plausíveis, o mesmo encontra-se numa situação de “decorativo” tendo em conta que o seu superior não lhe atribui tarefas ou competências. “Coy”, é um quadro oriundo do Serviço de Inteligência Externa (SIE) e com passagem pelo Ministério das Relações Exteriores.

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