A primeira vítima de Rui Falcão no governo de Benguela

Não fez nem sequer um dia e sem ainda ter esfregado o cadeirão do Palácio da Praia Morena, o caloiro governador de Benguela, Rui Falcão Pinto de Andrade, já identificou a sua primeira vítima. Interpelado por jornalistas à margem da cerimónia de apresentação oficial em acto presidido pelo ministro da administração do Território, Bornito  de Sousa, Rui Falcão deixou claro que prepara-se para anunciar a exoneração de Herlander Daniel.

Herlander Daniel foi até pouco tempo diretor de gabinete de Isaac Maria dos Anjos, tendo ascendido ao referido cargo mediante um concurso público, realizado em 2014, depois que, o então director do Gabinete, coronel José Filipe, um homem de confiança do antigo governador general Armando da Cruz Neto, ter pedido demissão.

Se, por um lado, Rui Falcão garantiu dar tempo a maioria dos membros do governo, no sentido de conhecer as falências de cada um, a Herlander Daniel, Rui Falcão não foi benevolente. Mesmo sem conhecer o ainda o diretor de gabinete do seu antecessor, o novo governador já fez saber que trousse na bagagem o seu diretor de gabinete. Por sinal revelado aos jornalistas.

Nesse quesito Rui Falcão distancia-se do seu antecessor. Isaac dos Anjos quando em situação quase semelhante preferiu optar pelo caminho da legalidade, anunciando um concurso público conforme recomenda a lei da contração no funcionalismo público.

Sintomático ou não, a verdade é que, diante da “demissão pública” de Herlander Daniel, que apanhou de surpresa a maioria dos membros do Governo local, nos corredores do Governo Provincial de Benguela, já começam a reinar um clima de indignação e de incertezas.

À próxima vítima, segundo fontes geralmente bem informadas, apontam para o director do Gabinete de Estudo e Planeamento –GEP-, Valódia Sardinha. Um jovem lançado pelo general Armado da Cruz Neto e catapultado por Isaac dos Anjos.

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