Presidente da República envolve João Lourenço nos negócios privados

Estão a ser notadas cepticismo, movimentações   no sentido de aumentar o envolvimento de João Gonçalves Lourenço em vários negócios privados colocando-o numa posição refém ao circulo de   interesses   do Presidente José Eduardo dos Santos. Dentro da cúpula restrita do MPLA,   sobressaem receios de que o assunto possa  a ser objeto de aproveitamento por parte da oposição.
Ganhou concessão de exploração de ouro no sul de Angola
De acordo com as referidas movimentações,  o  Presidente José Eduardo dos Santos ordenou a transferência de duas fazendas na província do Cuanza Sul – que até então se encontravam em nome do seu filho, José Filomeno “Zenú” – para o candidato, João  Lourenço. A  parcela de hectares constitui,  o maior espaço de propriedade privada  daquela província.
Até pouco tempo, João   Lourenço dispunha apenas de uma fazenda nos arredores de Luanda que tem se especializado na plantação de batatas.  A mesma  foi “escrutinada” para a lista de “supplier”   do sistema de logística das Força  Armadas  Angolanas.
Foi também dado a João Gonçalves Lourenço negócios de prospecção de ouro no sul do país (Huíla), num consorcio em que se apesenta representado por uma sobrinha bancaria.
Um empresário suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais “Bastinho”, de má reputação e que atua como testa de ferro da família presidencial junto aos investimentos do Fundo Soberano  foi colocado à disposição de João Gonçalves Lourenço. Em Abril,  Bastos  de Morais fez parte da caravana de Lourenço que visitou a província de Cabinda.
A idoneidade moral de Jean Claude  de Morais tem sido questionável internacionalmente. Em 2011, ele foi condenado por um tribunal criminal na Suíça por “repetida má administração criminosa” e foi multado em 4500 francos suíços, com uma pena financeira substancialmente maior suspensa.
Plano institucional 
A nível institucional, foram também observados que negociações e contratos  que no ramo da Defesa  eram negociados pelo general Manuel Vieira Dias “Kopelipa”, para passaram desde algum tempo para João Gonçalves Lourenço, na qualidade de   ministro da Defesa Nacional.
A saber:
 – Contrato de fornecimento e assistência técnica de 17 embarcações de patrulha, intersecção e transporte militar, incluindo peças sobressalentes, entre o Ministério da Defesa Nacional e a empresa Privinvest Shipbuilding Investments LLC, no montante total equivalente em Kwanzas a € 495.000.000,00.

Contratos de compra e venda de equipamentos, peças sobressalentes e para prestação de serviço de instalação e formação para equipar um centro nacional e três centros regionais de coordenação marítima, instalar diversas estações radares, repetidores e meios de comunicação na costa angolana, entre o Ministério da Defesa Nacional e a Empresa Selex Ess. P.A. no montante equivalente em Kwanzas a Euros de 115.000.000,0.

Compra e venda de 2 embarcações de patrulha ultra rápidos commander 40, peças sobressalentes, ferramentas e serviços de formação, entre o Ministério da Defesa Nacional e a Empresa Whitehead Sistemi Subacquei S.P.A. no montante equivalente em Kwanzas a Euros de 7.275.600,00.
 – Contrato de Compra e Venda de 6 (seis) Helicópteros, fornecimento de peças sobressalentes e de formação de pilotos e técnicos, entre o Ministério da Defesa Nacional, representado pela SIMPORTEX — Comercialização de Equipamentos e Meios Materiais, Importação e Exportação, E.P., e a empresa Agusta Westland S.P.A., no valor total de Euros 88.161.000,00.
  Contrato para o  Fornecimento de Fardamento e Equipamento de Uso Militar para as FAA, celebrado com a empresa China Xinxing and Export Corporation, no valor total de USD 44.600.000,00.
No passado, a equipa da Casa Militar do  general Manuel  “Kopelipa” que tinha a competência para assinar estes acordos, vinha depois os seus nomes acusados em tirar dividendos para proveito pessoal.  Até ao momento   desconhece-se se JES, transferiu estes poderes a João  Lourenço como isca para testar a sua integridade, ou se foi para compromete-lo.
João Gonçalves Lourenço é dos dirigentes do MPLA cujo nome pouco aparece em escândalos de desonestidade. Na década de 90, ao tempo em que foi secretario da informação do MPLA, participou na criação de   empresa de publicidade   ORION, que por sua vez detém a Radio Comercial de Cabinda, e da Radio 2000, na província da Huíla.
Em finais dos anos 90, quando observava a sua  ascensão politica o alto nível do partido, JES  envolveu -lhe em negócios fazendo dele acionista do Banco BAI com 0,5% de participações e mais tarde do Banco SOL, com 0,5%.  Porém, foi no período  incompatibilizou-se com JES, que a  construtora Odebrecht solidarizou-se com na implementação de um escritório privado no condomínio  “Belas Business Park”, em Talatona.

Fonte: Club-k.net

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