Mais de 350 milhões de moedas em kwanza em risco de circulação

O administrador do Banco Nacional de Angola (BNA), António Ramos da Cruz, afastou a hipótese de que a transformação da moeda metálica de 20 kwanzas, que está a ser aproveitada por cidadãos desconhecidos para fazer objectos de decoração, vise desestabilizar a directamente a economia nacional.

Numa entrevista à Angop, António Ramos da Cruz disse que era difícil dizer se há um objectivo das pessoas que estão a transformar a moeda de 20 kwanzas em afectar a economia, mas afirmou, segundo seu ponto de vista, que não lhe parece que seja esse o fim.

Argumentou que a moeda é bimetálica e que acredita que as pessoas estejam a usá-la apenas para aproveitar a parte do cobre para fazer objectos de decoração.

“ Não acredito que seja para afectar a economia no seu todo. Apesar de que isso acaba tendo um efeito nela, tendo em conta que a moeda devia exercer uma das suas principais funções,  de  meio de troca ou de pagamento”, justificou António Ramos da Cruz.

O gestor disse que 22 porcento, do total das 350 milhões de moedas em circulação na nossa economia, é 20 kwanzas, e que não consegue calcular a percentagem desta moeda que esteja a ser transformada.

Ramo da Cruz disse acreditar que a quantidade da moeda que esteja a ser transformada seja pequena.

Questionado sobre quem são os indivíduos que se dedicam a essa prática, respondeu dizendo que não está em condições de determinar por ser uma matéria da competência dos órgãos de defesa e segurança.

Informou também que Luanda é a única província onde está a ocorrer esse fenómeno.

Banco Nacional de Angola é o Banco Central,  que possui competências e atribuições para emitir moedas e regular o sector bancário e financeiro do país.

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