Trabalhadores da Administração Municipal com 13 meses de salários em atraso

Os funcionários do município do Kilamba Kiaxi ameaçam iniciar uma greve nos próximos dias para exigirem o pagamento dos 13 meses de salário em atraso que a actual a administração não admite serem da sua responsabilidade mas sim da Comissão Administrativa de Luanda.

Face ao aviso de que uma greve está a ser preparada pelos funcionários como forma de reaverem os salários em atraso, o administrador-adjunto para a Área Técnica do Kilamba Kiaxi, Mauro Lucas, disse ao Novo Jornal online que este assunto não deve ser colocado à actual administração do município. Entende este responsável que a questão dos salários em atraso deve ser colocada a quem na altura em que estes se acumularam estava a desempenhar funções de administração. “O assunto não faz parte da nova administração.Quem deve responder é a Comissão Administrativa de Luanda porque, na altura, o actual município estava sob a sua governação”, notou Mauro Lucas. “Todos sabem que o Kilamba Kiaxi passou a município devido à nova divisão administrativa que se realizou e, como é óbvio, tem uma nova administração, então as questões passadas devem ser resolvidas com a administração passada”, enfatizou ainda o administrador-adjunto do Kilamba KIaxi. Acrescentou ainda que a questão salarial é uma situação conjuntural, atendendo à situação que o país enfrenta. De acordo com um funcionário, que falou na condição de anonimato, este é um dilema que se arrasta desde o mês de Abril do ano passado e que já reivindicaram, várias vezes, junto da administração, mas a resposta foi sempre a mesma. “Estamos há 13 meses a exigir o pagamento dos nossos salários, só que a antiga administração esteve sempre a adiar a solução do problema, e para piorar as coisas, a nova diz que não pode resolver porque não faz parte do seu governado”, acrescentou a mesma fonte. Esta é a razão pela qual os funcionários do município do Kilamba Kiaxi estão decididos a avançar para uma greve, porque, “no fim, a verdade é que não se vislumbram soluções nem tão pouco a quem recorrer”. Outra questão que os funcionários colocam em conversa com o Novo Jornal online é que, mesmo que a responsabilidade seja da anterior administração, “de que cofre devem sair as verbas que correspondem aos salários em atraso?”, porque, sublinham, “é seguro que não será das suas contas pessoais…”. E dizem ainda que a justificação de que os atrasos salariarias fazem parte da antiga administração não tem fundamento porquanto alguns dirigentes são os mesmos e têm a plena noção dos verdadeiros problemas dos trabalhadores.

“Desde Abril do ano passado, alguns trabalhadores receberam o salário do mês de Janeiro e até agora o problema mantém-se”, disse um funcionário da área técnica do município. Questionada sobre a razão de só agora tomarem iniciativa para reivindicarem os seus salários, outra funcionária, que também pediu anonimato, disse que a antiga administração “deu várias esperanças de que pagariam todos os ordenados em atrasos e outras regalias”.

Novo Jornal

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