Petróleo rendeu mais 6,5% em Abril e aproxima-se de máximos anuais

Receita fiscal com a exportação petrolífera chegou aos USD 853 milhões, aproximando-se de máximos do início do ano.

A receita fiscal com a exportação petrolífera aumentou 6,5 por cento em Abril, para mais de USD 853 milhões, aproximando-se de novo dos máximos do início do ano, que foi então o melhor registo em 16 meses.

De acordo com dados dos últimos relatórios mensais do Ministério das Finanças, sobre as receitas com a venda de petróleo, Angola exportou 48.579.198 barris de crude em Março, a um preço médio de USD 49.

Trata-se de um aumento superior a 110 mil barris face ao mês de Março, mas com o preço médio a descer, no espaço de um mês, cerca de USD 2.

Desta forma, as vendas totais de petróleo por Angola ascenderam a USD 2.384 milhões em todo o mês de Abril.

Em Janeiro, o país exportou 52.250.079 barris de crude, a um preço médio de USD 51, gerando então receitas fiscais de Kz 158,9 mil milhões, valor que só tem paralelo com Outubro de 2015.

Já em Abril, essas receitas fiscais, relativas a 12 concessões de produção petrolífera, chegaram aos Kz 141.585 milhões, enquanto no mês de Março ascenderam a Kz 132.983 milhões.

Cada barril, em 2014, era exportado a mais de USD 100, mas o valor chegou a mínimos de vários anos em Março de 2016, quando se cifrou em USD 30,4 por barril.

Cada barril de crude vendido em Abril ficou, em média, cerca de USD 3 acima do valor que serviu de base à elaboração do Orçamento Geral do Estado para 2017, que é de USD 46.

Na origem destes dados estão números sobre a receita arrecadada com o Imposto sobre o Rendimento do Petróleo (IRP), Imposto sobre a Produção de Petróleo (IPP), Imposto sobre a Transacção de Petróleo (ITP) e receitas da concessionária nacional.

Os dados constantes nestes relatórios do Ministério das Finanças resultam das declarações fiscais submetidas à Direcção Nacional de Impostos pelas companhias petrolíferas, incluindo a concessionária nacional, a empresa pública Sonangol.

Quase 20 derrames no primeiro trimestre do ano

O país registou durante o primeiro trimestre de 2017 quase duas dezenas de derrames, envolvendo perto de uma centena de barris de crude, segundo dados do Ministério dos Petróleos.

Trata-se de um aumento de 61 barris derramados face ao período anterior, entre Outubro e Dezembro de 2016, não tendo sido registadas ocorrências de origem transfronteiriça.

Os derrames de petróleo bruto ocorreram nas operações da petrolífera Somoil, num total de 13 e equivalentes a 37 barris, seguido da Gabgoc, com uma ocorrência que se traduziu em 11 barris, além da Refinaria de Luanda, em que um incidente envolveu a libertação de dois barris.

Acrescem dois derrames de produtos refinados e outros dois de produtos químicos, elevando o total a 19 derrames, dos vários tipos (‘onshore’ e ‘offshore’), e 98 barris.

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