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Empresários de Luanda contra AGT

Empresários pedem bom senso da AGT ao cobrar impostos

Empresários nacionais pediram hoje, em Luanda, bom senso da Administração Geral Tributária (AGT) na cobrança de impostos, uma vez que muitas delas enfrentam problemas de tesouraria, decorrentes da crise financeira e de dívidas ainda não pagas pelos devedores.

Ao falar em conferência de imprensa, os filiados da Confederação Empresarial de Angola (CEA) esclareceram que têm sido pressionados pela AGT a pagar os impostos que devem, embora muitos até agora ainda não tenham sido pagos pelos bens e serviços que forneceram ao Estado.

Segundo o vice-presidente da CEA, Mateus Queta, é necessário que haja diálogo concertado entre a classe e a AGT e não faz sentido a autoridade tributária penalizar as empresas, com medidas de encerramento, porque se trata de uma crise que impossibilita também ao Estado pagar a tempo as empresas, facto cria sérios problemas de tesouraria e o consequente não pagamento do imposto na hora.

Na mesma senda, disse ser uma equação simples, pois existe a Unidade de Gestão da Dívida Pública afecta ao Ministério das Finanças e tem conexão directa com a AGT.

Mateus Queta disse que com base no sistema informático, a AGT podem saber quais são as empresas a quem o Estado deve e têm impostos por pagar.

Para este caso específico, os filiados da Confederação entendem que deve haver um tratamento diferenciado, podendo o imposto a pagar ser deduzido no valor dívida do Estado.

Em função crise, o responsável salientou que deve prevalecer o bom senso do Estado para as empresas não entrarem em falência.

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