Taxistas decretam três dias de greve a partir de segunda-feira em Luanda

Posted on Fevereiro 14, 2017, 4:52 pm
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Os taxistas da província de Luanda decretaram três dias greve em todos os pontos da capital do país. A decisão foi tomada numa assembleia realizada pelos “candongueiros” no dia 29 de Janeiro, depois de várias negociações fracassadas entre a Nova Aliança dos Taxistas e o governo de Luanda, mas a categoria divulgou a decisão hoje.

Os “candongueiros” continuam a queixar-se da falta de paragens oficiais e dos abusos do agentes da polícia. Os protestos estão marcados para os dias 20, 21 e 22 do mês em curso, segundo o presidente da Nova Aliança dos Taxistas, Geraldo Wanga.


REDE ANGOLA


O presidente da organização que defende os direitos de parte dos operadores de táxis disse ao Rede Angola que o Governo Provincial de Luanda não honrou nenhuma das promessas que fez aos taxistas. Nos encontros que tiveram as autoridades haviam prometido que iriam resolver as quietações dos azuis e brancos.

Além da Nova Aliança, os profissionais do sector também são representados por uma entidade concorrente, a Associação dos Taxistas de Luanda (ATL). A greve prevista para segunda-feira por enquanto é apenas da Nova Aliança. Até o momento, o Rede Angola não conseguiu confirmar a participação da ATL na greve. A Nova Aliança dos Taxistas de Angola afirma ter cerca de 22 mil associados em todo país, dos quais 18 mil estão em Luanda.

“Há falta de compromisso do governo da província de Luanda pela cedência de paragens. Prometeram e até agora não cumpriram. Outro motivo é a forma abusiva como a polícia de ordem pública interfere nas nossas actividades, e também a desvalorização do nosso trabalho por parte do próprio governo”, afirma Geraldo Wanga.

Em Dezembro do ano passado o Governo Provincial de Luanda anunciou que seriam estabalecidas 320 novas paragens. Este anúncio, segundo a Nova Aliança dos Taxistas, serviu apenas para evitar a greve que estava a ser preparada.

Geraldo Wanga diz que a promessa não foi comprida, e ao contrário disso, os taxistas perderam tantas outras paragens. “O assessor jurídico do governo da província de Luanda fez alguns pronunciamentos para nos contentar. Mas só serviram mesmo para nos contentar. Anunciaram que Luanda teria 320 paragens no próximos dias, algumas seriam implementadas no mês de Dezembro, mas não fizeram nada. As poucas que tínhamos nos foram retiradas.

Nas reclamações dos taxistas também constam as acções da Polícia Militar, Brigada Canina e da Polícia Montada. Estes também têm interpelam os condutores dos táxis e chegam a levar os documentos do “candongueiros”, de acordo com Geraldo Wanga.

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