Água e energia eléctrica a caminho das centralidades de Benguela

Posted on Fevereiro 09, 2017, 10:02 pm
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O secretário de Estado do Urbanismo, Nhanga de Assunção, destacou hoje, quinta-feira, em Benguela, o empenho do Governo no sentido da materialização de projectos de infra-estruturas externas nas centralidades do Luhongo, Lobito e Baía Farta, visando assegurar aos futuros moradores uma habitabilidade condigna.

NHANGA DE ASSUNÇÃO -SECRETÁRIO DE ESTADO DO URBANISMO (ARQUIVO)

FOTO: GASPAR DOS SANTOS


O governante falava na cerimónia de apresentação e análise do ponto de situação das infra-estruturas externas construídas no Luhongo (dois mil fogos), Lobito (três mil) e Baía Farta (mil fogos), no âmbito do Programa Nacional de Urbanismo e Habitação.

Nas explicações, Nhanga de Assunção disse que estas infra-estruturas estão relacionadas com o abastecimento de água, fornecimento de energia eléctrica, vias de acessos e drenagem das águas pluviais e residuais nas referidas centralidades.

Para a sua materialização, o secretário de Estado, disse que o Governo Central tem estado a trabalhar envolvendo o Ministério da Energia e Águas e o da Construção, a par das empresas públicas afins na província de Benguela, onde estão construídas três centralidades, num total de seis mil residências.

“Este trabalho visa encontrar em conjunto as melhores soluções e sobretudo, os recursos necessários para que estas infra-estruturas fundamentais sejam concluídas e dessa forma criar condições de habitabilidade para os futuros moradores”, frisou o responsável.

Nhanga de Assunção referiu ainda, que o Governo está a trabalhar de tal maneira que sejam encontradas soluções, que permitam a breve trecho à empresa de gestão de projectos imobiliários Imogestin pôr as habitações à comercialização, uma actividade prevista para arrancar no segundo semestre deste ano.

Entre os factores condicionantes da venda das habitações já erguidas, o secretário de Estado do Urbanismo, citou justamente a não conclusão, pelo menos por enquanto, das infra-estruturas externas, como água, energia e acessos, não obstante ter frisado o importante trabalho do Executivo para reverter o actual quadro.

“Há sensivelmente oito meses, fizemos um périplo por estas três centralidades e notamos de facto, as habitações já construídas”, lembrou, assegurando entretanto que alguns passos já foram dados pelo Ministério do Urbanismo e Habitação visando à execução dos projectos que vão trazer as infra-estruturas fundamentais.

Nesta sua deslocação a Benguela, o secretário de Estado do Urbanismo informou que vai fazer um balanço do que foi executado, de forma a dar respostas as preocupações levantadas aquando da última visita.

Por outro lado, Nhanga de Assunção ressaltou a necessidade do realojamento das populações que construíram moradias precárias precisamente ao longo da via de acesso às centralidades, apelando às autoridades locais para o combate à ocupação anárquica de terrenos nas contiguidades das áreas habitacionais.

E, nesse sentido, mencionou que o número de casebres, aumentou desde a última visita ocorrida há oito meses, principalmente nos arredores da centralidade do Luhongo, o que poderá no futuro, criar alguns constrangimentos quando forem executadas essas infra-eastruturas externas.

A visita de um dia do secretário de Estado do Urbanismo à província de Benguela visa avaliar a empreitada de construção de infra-estruturas externas nas centralidades do Luhongo, Lobito e Baía Farta, a cargo da empreiteira chinesa Citic Construction.

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