Posted on Dezembro 31, 2016, 6:51 am
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O número de bodas na banda tomou proporções alarmantes e preocupantes, cada esquina tem dois a três Réveillons, uma autêntica concorrência desleal…Todo mundo agora é organizador de réveillon. 
Não sei o que se passa para essa prática desenfreada. Talvés seja um dos efeitos colaterais da crise, a ânsia de querer fazer um jabá extra a todo o custo, nem que para tal se coloquem em causa ou mesmo se violem de forma expressa os direitos e liberdades fundamentais de outrem.
Os interesses particulares não se podem sobrepor aos colectivos, afinal, estamos num Estado regido por normas jurídicas que regulam nossas acções de modo a termos uma convivência social pacífica, justa e acima de tudo, dentro dos limites impostos por lei. Mas me parece que o que bate aqui na banda é cada um fazer o lhe apraz desde que dê cobro aos seus interesses, sem com isso se importar com os direitos alheios legalmente tutelados.
Um dos grandes problemas das festas de reveillon principalmente aquelas que são realizadas fora dos padrões e limites previstos pelas normas vigentes para o licenciamento das mesmas, é justamente a poluição sonora que além de incomodar o sossego acarreta consigo outros efeitos colaterais (patológicos essencialmente), que podem redundar em problemas auditivos graves como a surdez. (Limite suportável: 50 decibéis).
A nossa veia ´´farrática´´ está em voga e ninguém quer ficar alheio ao tradicional reveillon (não que seja mau). Só acho que deve haver moderação e urbanidade durante esta fase, as festas devem ser licenciadas dentro dos parâmetros legais, aseguradas e que as direcções provinciais e municipais da Cultura, as administrações municipais, comunais e de zonas em paralelo à Polícia Nacional cumpram diligentemente as tarefas que lhes estão adstritas, por conta das situações constrangedoras que têm ocorrido durante esssa fase. Quem não tem todas as condições criadas, não pode fazer festa, nem colocar música alta acima da média. Não nos esqueçamos que o mais importante é agradecer à Deus pelo dom da vida (ter permitido a transição de um ano para o outro), perspectivar o futuro e prepararmos as ferramentas que estiverem ao nosso dispôr e darmos uma revirada ao Crítico 2016 e que venha o Abençoado 2017 de forma diferente e bem mais agradável.

Festas felizes e um próspero ano novo sem exageros!

Por: Vicente Kanga Santos Neto (Vinetho)

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