Posted on Dezembro 30, 2016, 2:21 pm
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Alguns serão julgados, outros conhecerão uma acusação do Ministério Público. Em comum, são todos altos quadros do Estado apanhados em suspeitas de corrupção.

Logo no início de 2017, os arguidos do processo dos vistos gold começarão a ser julgados. Entre eles está o ex-ministro da Administração Interna Miguel Macedo e dois dirigentes de topo da Administração Pública: António Figueiredo, ex-presidente do Instituto de Registos e Notariado, e Manuel Palos, ex-diretor-geral do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Macedo está acusado de três crimes de prevaricação e um de tráfico de influências; Figueiredo responde por 12 crimes, desde corrupção passiva, recebimento indevido de vantagem, tráfico de influência até branqueamento de capitais; e Palos está acusado de um crime de corrupção passiva (cuja vantagem passaria por ter uma boa relação com o então ministro Miguel Macedo) e dois de prevaricação.

O julgamento deverá decorrer durante todo o ano de 2017, durante o qual deverão ser conhecidas várias acusações relativas a processos que se iniciaram neste ano. A começar pelo caso inédito de um espião do Serviço de Informações e Segurança, Frederico Carvalhão Gil, suspeito de vender segredos ao serviço de espionagem russo.

Dos espiões passa-se para as Forças Armadas: vários militares da Força Aérea também deverão ser acusados de corrupção, num esquema de sobrefaturação nas messes, o qual terá lesado o Estado em dez milhões de euros. A fase de investigação do processo sobre as mortes nos Comandos ficará encerrado. Prevê-se uma acusação do Ministério Público, tal como se prevê, mas para finais de 2017, que o médico Cunha Ribeiro seja acusado no caso da compra de sangue.

Fora deste rol de funcionários públicos está o antigo empresário de jogadores de futebol José Veiga, que também espera uma acusação.

Fonte:DN

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