Pressão médica na base da saída de José Eduardo dos Santos

Posted on Dezembro 02, 2016, 11:34 pm
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A surpreendente decisão de José Eduardo dos Santos (JES) de anunciar ao Secretariado do Bureau Político do MPLA a sua não participação nas próximas eleições de 2017 foi acelerada  por efeito de uma recomendação da equipa medica  o acompanha na cidade de Barcelona, Espanha. Os médicos desta vez, conforme apurou o Club-K, conversaram com  a primeira dama Ana Paula dos Santos – que é a figura que o acompanha –  e  transmitiram-lhe se quisesse o seu esposo para mais algum tempo teria de colaborar em convence-lo ao repouso, traduzido no encurtamento das atividades políticas.
Fonte: Club-k.net
JES conforme havia anunciado, em Março  este ano,  previa abandonar a política ativa em 2018, porém por persuasão da esposa Ana Paula dos Santos que agiu em conformidade aos apelos médicos viu-se rendido em acatar as recomendações dos profissionais que cuidam da sua saúde.

Desde  2003,  que  foi-lhe  diagnostico problemas da  próstata,  considerado nos dias de hoje como “estando sob controle” mas requerendo repouso.  Inicialmente,  o estadista recorria aos serviços da Clínica São Cristóvão, no Rio de Janeiro,   tendo alternado,  depois (ano 2008) para o Centro Médico Teknon de Barcelona,  que é desde 1994,   a melhor clinica do sector privado em Espanha.
Apesar de ser visto a viajar  constantemente a Barcelona, fontes  próximas ao assunto consideram que as atividades profissionais de JES tem atrapalhado o seu programa de revisão médica.   Há poucas semanas, o estadista angolano  teria por alegados compromissos profissionais  falhado a uma marcação medica  quando a sua equipa de  avançado o aguardava em Barcelona.  Acabaria por viajar semanas depois mas logo a seguir viu-se obrigado a interromper o tratamento e regressar a Luanda por razões familiares (falecimento do irmão mais velho). Há previsões de regressar a Espanha antes ou depois do dia 10 de Dezembro para continuidade do tratamento.
De modo a priorizar  ao acompanhamento /tratamento médico, JES decidiu (encorajado pelo esposa) a  acelerar o processo de transição entregando a presidência  do pais, ao ministro da Defesa Nacional,  João Lourenço e a Bornito de Sousa, nos termos das eleições de 2017.  Ele  por sua vez,  se manterá  na liderança do MPLA   até 2018.  Apesar de manter-se na presidência do MPLA, a gestão corrente do partido será na pratica exercida pelo novo  Secretario Geral, Antônio Paulo Kassoma.
JES deverá  tendo um papel decorativo e de líder moral. De acordo com novos planos, o Presidente José  Eduardo dos Santos, assim que deixar a Presidência da República deverá ficar mais tempo na cidade do Cabo, na África do Sul, ao invés de Barcelona, onde se queixa do frio e da distancia.  Para o efeito, contactou o seu homologo sul africano, Jacob Zuma para os procedimentos de garantia da sua proteção  pessoal naquele país como também na compra de uma residência numa área com segurança.
A figura a quem JES fazia gosta de   ver como seu substituto na Presidência da Republica é o ministro do MAPESS, Antônio Pitra Neto que mostrou-se desinteressado na estratégia.  Porém, foi em finais de 2011, que JES abordou ao BP do MPLA solicitando aos seus colaboradores que o  apresentassem propostas para  uma eventual sucessão. Por sua vez, os seus colegas lhe sugeriam três nomes: o de João Lourenco, o de  Bornito de Sousa e o de Roberto de Almeida, este último,  na altura,   com a condição de que seguiria  apenas um mandato tendo em conta a idade.
Com o agravamento da situação, Eduardo dos Santos viria desta vez a levantar o assunto junto dos seus colegas  mas estes não estavam a leva-lo a serio devido  ao antecedente do passado que resultou na “travessia do deserto” de João Lourenço. Desta vez, isto é na reunião antepassada do secretariado do BP do MPLA, o  general  João Lourenço   com receio de que poderia estar diante de mais uma  “ratoeira” optou por dar sinais que não estava muito  interessado para a corrida presidencial de 2017. Chegou a transmitir a possibilidade de poder estar  indisponível devido a uma hérnia que lhe foi detectada por médicos em paris.
De acordo com fontes próximas ao seu grupo de convívio, Lourenço estaria também céptico pelo facto de JES nunca o ter falado com ele pessoalmente  sobre o assunto de sucessão  e de nunca o ter recebido desde que assumiu o cargo de Vice-Presidente do MPLA. Ao contrario, recebeu o novo SG, Paulo Kassoma por duas vezes, no palácio presidencial, sendo a segunda vez, no dia 10 de Novembro.
Desta vez, Lourenço nota que JES estará mesmo decidido em contactar com ele para a sucessão em 2017. Eduardo dos Santos deu lhe agora garantias de  que para a Presidência da Republica ele não terá que  trabalhar com os seus homens.
 Para dar firmeza nas suas palavras, JES convocou para a próxima semana, uma reunião do conselho nacional de Defesa e Segurança, na qual ira anunciar a reforma dos generais Alfredo Tchaunda, comandante da Unidade da Guarda Presidencial e a de Antônio José Maria, o chefe dos serviços de Inteligência e Segurança   conhecido como a fonte   de atritos no regime.
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4 Responses to: Pressão médica na base da saída de José Eduardo dos Santos

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