Cadáver trocado na morgue do hospital de Menongue

Posted on Julho 26, 2016, 5:51 am
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Uma família encontra-se inconformada com a perda do cadáver do seu ente querido na morgue do hospital central de Menongue, devido a sua troca por um outro, tudo por causa da “confusão” que houve na identificação dos nomes dos malogrados.[separator]

Cuando Cubango: Domingos André Milton – Familiar do cadáver trocado[separator]

 

De acordo com relatos do responsável da família, Domingos André Milton, visivelmente consternado, o triste facto aconteceu quando a família reuniu-se hoje, segunda-feira, para realizar as exéquias fúnebres do cidadão que em vida chamou-se Alberto Massaco, que morreu de forma repentina, ao se dirigir a morgue do hospital central de Menongue constataram que o corpo não estava na gaveta onde antes era guardado.

Inconformados com a situação, uma vez que já tinham preparado todas as condições para enterrar o cadáver, mormente boletim de óbito, autorização da administração municipal, urna e cruz, os familiares dirigiram-se ao Serviço Provincial de Investigação Criminal (SPIC), porque supostamente o seu cadáver terá sido trocado por um cidadão de 60 anos, identificado por Alberto Massotcha, que terá sido encontrado assassinado na sua lavra.

Neste momento, a família exige, segundo Domingos André Milton, que se faça a exumação do corpo do jovem, a fim de conferir a veracidade do facto, uma vez que que alguns membros da família tiveram de deslocar-se do Uíge, passando por Luanda, até Menongue, a fim de consumar o enterro. Disse que a principal preocupação da família deve-se a desconfiança de o seu ente querido ter sido vendido.

Por seu turno, João cassanga, responsável da casa mortuária, confirmou que o corpo de Alberto Massaco deu entrada na respectiva morgue no dia 19 do mês corrente, ao passo que no dia 20 a SIC deu entrada do corpo de Alberto Massotcha, que terá sido morto por espancamento por alguns supostos marginais.

Explicou que no dia 22 de Julho, a família de Alberto Massotcha acorreu à SPIC para recuperar e enterrar o seu ente querido, que não tinha registo, uma vez que os seus dados não estavam completos.

Nesta altura, já na morgue, apenas existia a ficha completa do jovem Alberto Massaco e a família de Alberto Massotcha não reparou o corpo, tendo levado a enterrar o corpo de um parente de outra família.

Referiu que casos de troca de cadáver já aconteceram três vezes naquela unidade hospitalar de referência no Cuando Cubango.

Entre todos os factos, ficou provado, na morgue do hospital central de Menongue, que o corpo de Alberto Massotcha foi enterrado por parentes de Alberto Massaco e nesta altura o que a família do primeiro exige é que se mostre o local onde foi enterrado o seu ente querido, para comprovar que ele foi enterrado de facto.

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Redacção Central

9 Responses to: Cadáver trocado na morgue do hospital de Menongue

  1. Dezembro 24th, 2016

    Very descriptive blog, I loved that a lot. Will there be a part 2?