Manuel Vicente reage à suspeita de corrupção: “Não tem fundamento”

Posted on Março 02, 2016, 11:10 pm
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O vice-presidente da República quebra o silêncio, cerca de uma semana depois de ver o seu nome implicado num caso de corrupção activa, sob investigação das autoridades portuguesas. Negando qualquer envolvimento, o número dois do país defende que as notícias “atentam gravemente” contra o seu bom nome, e manifesta total disponibilidade para esclarecer e os factos.

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Sou completamente alheio, nomeadamente à contratação de um magistrado do Ministério Público português para funções no sector privado, bem como a qualquer pagamento de que se diz ter beneficiado, conforme relatos da comunicação social, alegadamente por uma sociedade com a qual eu não tinha nenhuma espécie de relação, e que não era nem nunca foi subsidiária da Sonangol”, diz Manuel Vicente, em comunicado enviado à agência Lusa.

Na mesma nota, o ex-presidente da petrolífera estatal salienta que o seu envolvimento na investigação portuguesa “não tem qualquer fundamento”, e declara-se “totalmente disponível para o esclarecimento dos factos (…), de modo a pôr termo a qualquer tipo de suspeições”.

Manuel Vicente reage assim às notícias que o associam à  “Operação Fizz”, conduzida pelas autoridades portuguesas, e que levou à prisão preventiva de Orlando Figueira, antigo procurador do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, responsável, entre outros, pelo processo “BES Angola” e pelo “Caso Banif”, relacionado com capitais angolanos, tendo arquivado este último.

As suspeitas sobre o vice-presidente incluem o pagamento de 200 mil euros (cerca de 220 mil dólares) para arquivamento de um processo, alegações que o mesmo garante que não correspondem à verdade, e “atentam gravemente contra o seu bom nome, honra, imagem e reputação.

Processo arquivado foi “simples averiguação de origem de fundos”

Manuel Vicente adianta também que essa investigação, arquivada por Orlando Figueira em 2012, não passou – pelo menos até onde sabe – de uma “simples averiguação de origem de fundos, relativos à compra de um imóvel”.

“Confiei a minha representação a um advogado, o qual apresentou comprovação cabal da origem lícita dos fundos, com o que o processo não poderia deixar de ter sido arquivado — comprovação essa que, se necessário, poderá ser renovada”, acrescenta.

Entretanto, na terça-feira, o Conselho Superior do Ministério Público instaurou um inquérito para apurar se há factos que determinem a abertura de um processo disciplinar a Orlando Figueira, por proposta da procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal.

Orlando Figueira, com licença sem vencimento desde Setembro de 2012, está indiciado por corrupção na forma agravada, branqueamento de capitais e falsidade informática.

No mesmo processo, foram ainda constituídos arguidos o advogado Paulo Blanco, por suspeitas de corrupção activa, e uma entidade coletiva, cuja identidade ainda não foi revelada.

Entretanto, fonte ligada ao processo disse, na semana passada, que Manuel Vicente, defendido por Paulo Blanco no processo sobre a compra de um apartamento no complexo  Estoril-Sol, em Portugal, está indiciado por corrupção activa em co-autoria no mesmo caso.

Também na semana passada, o Ministério Público luso esclareceu, através de um comunicado, que o vice-presidente de Angola não está entre os arguidos constituídos no âmbito da “Operação Fizz”.

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Redacção Central

14 Responses to: Manuel Vicente reage à suspeita de corrupção: “Não tem fundamento”

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