Corrupção em grande escala na Universidade Katyavala Bwila com bênção da reitoria

Posted on Novembro 23, 2015, 10:04 am
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Gasosa inspirada no natal na UKB

A chamada maior instituição do ensino superior publico da região académica II, que compreende as províncias de Benguela e Kwanza-Sul, a Universidade Katyavala Bwila está mais uma vez mergulhada em escândalo. O problema não é novo, por sinal do conhecimento do reitor da instituição Albano Ferreira. Os estudantes das demais faculdades voltam denunciar as más na UKB. Um deles tem a ver com a demora no tratamento de certificados. Os estudantes dizem que universidade leva mais de um ano para fornecer os certificados de habilitações literárias.

A norma diz que depois de se submeter um pedido de emissão do certificado à Reitoria daquela instituição o estudante deve esperar no máximo sete (7) semanas para ter o documento em questão. Porém, o que na prática acontece deixa a todos os finalistas da Universidade Katyavala Bwila indignados.

As referidas sete semanas chegam a ser meses ou até anos. Se o estudante não estiver preparado para pagar suborno aos funcionários de diversos departamentos por onde passam as pautas do aproveitamento pedagógico, corre o risco de não ter o certificado de habilitações literárias.

Os funcionários das diversas secções faculdades da UKB, incluindo os da própria Reitoria, são movidos pela “gasosa” e o estudante que desconhece este tipo de comportamento fica penalizado. A sorte do estudante também conta para se ter o documento em causa e estas são atitudes que resultam da desorganização da única instituição de ensino superior publico das províncias de Benguela e Kwanza-Sul.

A ficha de aproveitamento é preenchida a caneta pelos funcionários do Registo Académico de cada faculdade o que torna este documento propenso a falhas. Depois de os docentes enviarem as pautas ao departamento de cada curso, a secção fica encarregue de autenticar a pauta e levá-la ao Registo Académico, que, por sua vez, elabora, à mão as fichas de aproveitamento de cada estudante e, posteriormente, produzir um relatório que será encaminhado à reitoria.

O tempo que uma pauta leva nas mãos de cada funcionário vai depender da vontade de cada um deles ou da quantidade de “gasosa” que ele exigir do interessado (estudante). Nos casos em que a mão ou a caneta do funcionário falham, estudante deve voltar a procurar o docente de uma certa disciplina em que não tenha nota, para posteriormente a pauta voltar a circular pelos diversos departamentos.

Caso o estudante não encontre o docente ou este docente não encontre a pauta (sabendo que a força motriz de alguns docentes são alguns litros de refresco), o interessado pelo seu documento é obrigado a sentar-se nas escassas carteiras da universidade, por um ou mais semestres, até conseguir uma nota para passar nas disciplinas em causa.

Outro teste de sorte por que os estudantes passam está relacionado com o tempo. A maioria dos funcionários dos diversos departamentos da universidade não tem nenhum horário de chegada ou de saída e não obedecem a nenhum programa de trabalho nem metas.  A quantidade do trabalho a fazer por dia depende da quantidade de gasosa que ele vai receber dos estudantes.

O último teste de sorte por que a maioria dos estudantes passam está relacionada com a digitação do próprio certificado. Depois de despejar vários litros nos funcionários dos departamentos das faculdades e, posteriormente, aos funcionários da Reitoria (isso mesmo, funcionários do Gabinete do Reitor), vezes sem conta o nome do estudante vem mal escrito no documento. Por causa disso deve-se procurar novamente os trabalhadores para novos banhos de “refresco com a gasosa” ou então um bom saldo.

Muitas vezes, o certificado só é emitido depois de várias oportunidades de empregos e formação. A maioria licenciados, com realce para os do ISCED – Benguela passam por pelo menos um dos testes aqui descritos ou por outros testes mais isolados.

|||Pedro Jorge

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